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BOM MOMENTO

Com Nenê e coletivo em alta, Botafogo-PB vai se tornando um candidato ao acesso na Série C

Sob o comando técnico de Nenê, Botafogo-PB se afasta da má fase, emplaca sequências de vitórias e de boas atuações e já está na zona de classificação da Série C
Nenê, Yan Souto, Botafogo-PB
Foto: João Neto / Botafogo-PB
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Demorou, mas o Botafogo-PB, enfim, está jogando o esporte futebol. O Belo chegou a sua quarta vitória consecutiva, nesse domingo, diante do Confiança, e vai se esforçando para se tornar um candidato ao acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro. Isso depois de o clube amargar seis derrotas consecutivas no miolo desta Série C.

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O grande ponto é que as vitórias foram produtos de boas atuações. Após um início com derrotas, o que gerou grande desconfiança na torcida, o treinador Marcelo Fernandes conseguiu encontrar o melhor encaixe para o time. A equipe agora entrega em todos os setores. O time tem volume de jogo, cria muitas chances no decorrer do jogo, apresenta boa intensidade para fechar espaços e agora já registra quatro vitórias seguidas sem sofrer gols. Tudo tem funcionado bem.

O Belo atual é um time coletivamente forte, que erra bem menos do que antes, sabe bem o que fazer com a bola e também vem atuando bem defensivamente. Um coletivo sólido que ainda tem uma estrela individual que resolve muitas das partidas, o meia Nenê, que com 44 anos parece ser um dos jovens do elenco, com muita entrega física. Para além, claro, da técnica. O camisa 10 alvinegro tem nove gols na temporada.

Na série C, marcou seis vezes e deu quatro assistências em 10 partidas. Ou seja, participou ativamente de 10 gols do clube em 10 partidas que fez pelo Belo na Terceirona. Impacto forte.

Nuances

Além de Nenê, outras individualidades têm aparecido com qualidade em campo, o que vai construindo uma coletividade que vai se firmando no G-8 e que tenta consolidar o Belo como candidato ao acesso, o que parecia difícil de imaginar até pouco tempo.

Igor Maduro, que muitas vezes foi preterido na temporada, mostrou que não pode ficar no banco diante de um elenco que tem alguns jogadores com idade avançada e que não entregam seu nível de intensidade no setor de maior combate, o meio-campo.

Acontece que além disso, o volante-meia, muitas vezes errático com bola em sua trajetória no Alvinegro da Estrela Vermelha tem obtido mais êxito no jogo com a pelota. Tem errado menos e, mesmo arriscando mais, com passes mais verticais, para quebrar linhas, tem conseguido dar dinâmica à construção de jogo da equipe com mais qualidade e eficiência.

Outro nome fundamental para a melhoria do time na Série C é o atacante Rodolfo. A verdade é que o Belo tem dois protagonistas, não só um. Rodolfo não é apenas um coadjuvante do camisa 10, Nenê. É um dos jogadores mais produtivos. Seja jogando na referência ou pelo lado direito, com a missão, nesse caso, de acompanhar o lateral adversário pelo lado do campo, o jogador é o atacante mais goleador do Belo na temporada.

Tem demonstrado ótimo poder de definição e, quando tem que criar pela ala, também consegue muitas vezes levar perigo ao time adversário. Vem sendo uma das individualidades mais potentes do time de Marcelo Fernandes.

É no ataque, aliás, que reside, talvez, o maior problema hoje da equipe. Não no setor como um todo. Mas uma das peças vem sendo a mais capenga da equipe. Rodolfo quando atua pelo lado é porque a escolha para atuar na referência acaba sendo por Henrique Dourado.

O camisa 9, no entanto, não tem conseguido levar tanto perigo às zagas adversárias. Fisicamente um pouco abaixo dos que os companheiros, Dourado precisa da bola perfeita, sem espaço para embates físicos, para poder definir com qualidade. E nem sempre acontece. O jogador não tem dado tanto trabalho às defesas, não consegue vencer muitos duelos físicos e vem ajudando mais a equipe quando joga de costas e dá opção como pivô aos meias, gerando alguma dinâmica de jogo. Como definidor que tem que ser vem devendo.

Ainda no ataque, Dudu Hatamoto tem sido uma peça curiosa. Após Marcelo Fernandes insistir em quatro jogadores mais lentos jogando juntos (Rodolfo, Felipe Azevêdo, Nenê e Giovanni ou Dourado), o técnico entendeu o básico. Não rolava assim! Era necessário sacar um para ter um ponta que agregasse mais ao momento defensivo.

Depois que Dudu Hatamoto entrou na ponta esquerda, o time ficou imensamente mais equilibrado. Ainda que ele não tenha ajudado tanto com gols até aqui. Às vezes ele se afoba no último terço e faz escolhas erradas, seja com a opção definir seja com o passe que opta por dar. De todo modo, taticamente tem sido um jogador fundamental para o jogo sem bola da equipe. Deixa a equipe menos vulnerável como era quando todos os “coroas” atuavam juntos.

Na defesa, Marcelo Fernandes voltou à dupla de zaga que mais deu certo na temporada, com Igor Morais voltando ao time titular, para jogar ao lado de um dos jogadores mais regulares do time, Yan Souto. Yan até nos piores momentos do time se salvou, acumulando boas atuações e sendo o pilar da primeira linha. Faltando cinco rodadas para o fim da 1ª fase, o Belo vai crescendo na reta final da fase classificatória. Em breve, poderá se reforçar e agregar valor ao elenco para novamente ir em busca do acesso. Algo que já está acostumado. O desafio é fazer o diferente de sempre e não morrer na praia.

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