Iniciando esse quadro de três letras que convencionaram ser nas quintas por aqui pelas redes, relembro esse fato tão inusitado que acirrou ainda mais o Clássico dos Maiorais, entre Treze e Campinense, em 2012. Em fevereiro daquele ano, o bom meia Rone Dias foi anunciado e apresentado pela Raposa pro Paraibano. Um dia depois ele se apresentou no Galo da Borborema. Uma polêmica e um alvoroço danado em Campina Grande. E o Alvinegro levou a melhor no primeiro clássico, que não teve bola, apenas moedas.
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O ex-presidente do Treze, Fábio Azevêdo gostava disso, de movimentar o futebol, a opinião pública, e mostrar hegemonia em tudo que era ato e narrativa. No fim, o jogador, que brilhou em 2010 pelo clube, não ajudou muito em 2012. O Treze montou um elenco bom, caro, que não se traduziu em time vencedor. O campeão daquele ano? O Campinense, sem Rone Dias, mas com Warley e Adriano Felício.
Ainda sobre o episódio, alguns anos depois conversei com um dirigente do Galo da época.
— E aí, bicho, e aquela de Rone Dias? — disse eu.
— Rapaz, não poderíamos deixar ele ir pro Campinense. Quando vimos, ligamos pra ele, e falamos: “você quer quanto pra fechar com a gente. Cobrimos a proposta e dou mais tanto”. Ele aceitou. Pegamos ele, botamos em uma casa sozinho. “Fique aí, não saia e não fale ninguém”. Amanhã lhe busco para a apresentação”. Foi um sequestro da bola — brincou.
A foto é do amigo Phillipy Costa, que conheci na redação de A União. Nesse contexto, chamei ele para o recém-criado Portal Voz da Torcida. Estivemos juntos lá e depois na CBN Paraíba. Acabou sendo uma surpresa ver hoje que a matéria sobre o tema foi minha no jornal e com foto dele.
Toda quinta, a ideia é trazer fotos ou vídeos do passado de algum momento memorável do nosso futebol. Minhas, de amigos e de colegas. Em alguns casos com lembranças deste escriba sobre o momento.