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DESAFIO

Campinense e Serra Branca vão forçar criatividade de Aldeone Abrantes para manter Sousa em ritmo de conquistas

Sousa perdeu alguns atletas que foram campeões paraibanos em 2025 para rivais diretos do estadual do ano que vem. Presidente do clube foi obrigado a repor peças importantes para seguir levando o Dinossauro longe.
Sousa
Reprodução / TV Dino
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O Sousa pode até não ter ainda a tradição e longevidade de clubes como Botafogo-PB, Treze e Campinense, mas quem é o atual bicampeão estadual será sempre um importante postulante ao título do Campeonato Paraibano que vai se aprochegar. Quando isso se constrói também a partir de um presente de melhor estrutura econômica, frente a pelo menos dois dos rivais, citados, os de Campina Grande, o status fica ainda mais cristalino e justo. Mas para 2026, o presidente do Dinossauro, vai ter que ser um tanto mais criativo.

Isso porque o Campinense e, ainda mais, o Serra Branca, forçaram uma reformulação no elenco do Sousa para 2026. Enquanto a Raposa contratou o lateral-esquerdo Jackson e o volante Patrik Dias, o rico Carcará tirou do Sousa jogadores importantes das vitoriosas últimas temporadas alviverdes.

O goleiro Bruno Fuso, o zagueiro Uesles e os atacantes Ian Augusto e Diego Ceará saíram do Sousa e agora vão defender o Serra Branca na temporada do ano que vem. A vitrine é semelhante. Sousa e Serra Branca vão disputar, além do estadual, a Copa do Brasil e a Série D do Campeonato Brasileiro. O Sousa tem, no entanto, a Copa do Nordeste, para jogar, torneio que o Carcará só verá da televisão.

De todo modo, foram movimentações relevantes do mercado interno do futebol paraibano. Certamente o Serra Branca ofereceu salários maiores. Investimento para buscar o título estadual. Perdas significativas para o elenco do Dinossauro, que vai ter que recorrer a substituições que sejam à altura. O que não é fácil.

Mas quem duvida do Sousa? E quem duvida do comandante do departamento de futebol do clube, o seu histórico presidente, Aldeone Abrantes? Eu que não! Mesmo não sendo simples manter um trabalho que foi bicampeão estadual em cima do Botafogo-PB, sendo os dois títulos fora de casa, no jogo da volta, atuando em João Pessoa, no Almeidão. Foi coisa fina!

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Além da regularidade das campanhas nos dois estaduais. Um time sempre sólido defensivamente. Que oscilava ofensivamente, mas que foi suficiente pra o estadual por dois anos seguidos. Embora não tenha sido para alçar voos maiores na Série D. O Sousa perdeu seu goleiro, Bruno Fuso, seu melhor zagueiro da última temporada, Uesles, e o seu artilheiro, maior goleador dos dois últimos estaduais, Diego Ceará. Golpes importantes feitos pelo Serra Branca, um rival direito no Paraibano e na Série D do ano que vem.

Por outro lado, manteve o lateral-direito Iranilson, o zagueiro Marcelo, o volante Hebert, o meia Diego Viana e dois goleiros, Gabriel e João Victor. Além de seu jovem valor, Estêvan. A manutenção de jogadores de uma temporada para a outra foi um trunfo importante nas últimas temporadas. O que ficou mais difícil por conta da saída dos atletas já citados para o Serra Branca.

Na última conversa que tive com o dirigente, perguntei sobre essas perdas e sobre a expectativa dele para a montagem do novo elenco. Aldeone foi curto e grosso — mesmo educado como foi, dessa vez, comigo —. “Nosso time será melhor do que o de 2025”. Em entrevista ao Podcast Futebol da Paraíba, tempos depois, tratou de criticar os atletas que saíram e preferiram novos ares. Disse, sem citar nomes, que vários queriam sair antes e enrolaram o Dinossauro na Série D

Em entrevista ao Globo Esporte, mudou o tom, e disse que o Sousa segue sendo o patinho feio do Campeonato Paraibano, e que outros times são favoritos. Isso é Aldeone. Manejando narrativas, mudando elas de um dia para o outro, às vezes empolgado, às vezes resignado. Quase sempre tutelando uma equipe competitiva.

É Aldeone também a capacidade de se refazer e de manter o Sousa como uma das maiores forças atuais do futebol paraibano. Não vai ser fácil, mas não duvido nada que ele consiga novamente formar um time que chegue ao mata-mata, se aproximando de um novo título. E quem é que duvida?

*Coluna publicada no Jornal A União, na edição do dia 14 de dezembro.

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