O ano de 2025 foi um tanto complicado para o Botafogo-PB em termos de despesas com comissão técnica. Apesar de ter sido uma temporada de receitas recordes, muito em virtude da classificação do clube para a 3ª fase da Copa do Brasil e da venda do mando de campo para o Maranhão no duelo diante do Flamengo, o Belo acabou por contrair passivos com treinadores. Afinal, foram muitos em 2025: João Burse, Antônio Carlos Zago, Márcio Fernandes e Evaristo Piza. O clube, inclusive ainda deve valores a Piza, atualmente técnico do rival, Campinense.
Pelo que apurou o blog, o clube já fez boa parte da sua função como empregador e quitou os débitos que tinham com rescisão com os outros profissionais. À exceção de Piza, todos foram pagos sem atrasos.
Em relação a Piza, também pagou os valores da sua rescisão contratual. Acontece que o ex-comandante alvinegro tinha um acordo com o Belo de premiação. O técnico teria uma espécie de “bicho” a cada objetivo alcançado na Série C do Campeonato Brasileiro deste ano. No fim das contas, apenas a manutenção foi concretizada. De todo modo, o Alvinegro da Estrela Vermelha ainda deve a premiação a Piza pela permanência na C.
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Procurado, Piza confirmou que há o débito, que na data acordada ele procurou o clube, mas que foi informado que o Botafogo-PB tem investido apenas no trabalho atual do departamento de futebol nesse momento em que o clube não tem tido receitas.
O blog buscou contato com o Botafogo-PB por meio do diretor administrativo da SAF, Marco Félix, mas até a publicação da matéria não houve respostas.
Piza e Belo ainda estão juntos na Justiça
Outro fato inusitado na relação agora entre Belo e Piza, que são rivais no momento nas quatro linhas, é que ambos são parte de um processo que foi ajuizado pelo Mixto-MT na Justiça do Trabalho. Que, por sinal, tem gerado derrotas importantes a ambos.
A ação foi impetrada por conta de um episódio em 2024, em que o treinador, que tinha acertado verbalmente com o clube, desistiu do negócio para fechar com o Botafogo-PB, por quem disputou a Série C do Campeonato Brasileiro do ano passado. O técnico foi condenado a pagar R$ 60 mil em primeira instância.
O clube sustenta que não foi notificado da ação e que houve várias questões durante o processo que a defesa botafoguense considera que são nulidades. Fato é que Piza foi condenado e já teve uma de suas contas bloqueada. Clube e técnico ainda recorrem. O treinador entende que o Belo tem que lhe ressarcir caso haja condenação com trânsito em julgado.
Na época, o acordo contratual entre Piza e Botafogo-PB foi feito pela associação, antes da constituição da SAF, que apesar de consultada, não quis assumir débitos com o treinador no caso em questão. O blog apurou com fontes do Conselho Deliberativo que a associação já chegou a arcar com despesas de Piza, que ficou com uma de suas contas — e consequentemente valores — bloqueados.
Nenê foi sondado
A situação com Evaristo Piza acontece em um contexto em que o clube remonta o seu elenco, de olho na próxima temporada. Um dos nomes que foi sondado pelo clube foi o do meia Nenê, atualmente no Juventude, por onde disputou a Série A do Campeonato Brasileiro.
Houve, de fato, o contato entre o clube e representantes do atleta, de acordo com o que apurou o blog. Mas a pedida ainda é considerada alta pelo Belo. O Botafogo-PB ainda não acertou com meias ofensivos até o momento e procura um camisa 10. Fillipe Félix, aliás, ainda tem vontade de contratar um nome de peso para o setor.