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Lisca supera críticas internas no Botafogo-PB e saídas do clube, mantém grande moral com dono da SAF e entrega 62% de aproveitamento em campo

Treinador do Belo é quem manda no dia a dia do Alvinegro da Estrela Vermelha, detém inteira confiança do mandatário da SAF e é o primeiro nome abaixo do chefe atualmente no clube
Lisca, Botafogo-PB, treinador
Foto: João Neto / Botafogo-PB
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Se Fillipe Félix é o dono da SAF do Botafogo-PB, o dono atual da Maravilha do Contorno atende pelo nome de Luiz Carlos Cirne Lima de Lorenzi. Ou Lisca para os mais chegados do mundo da bola. O treinador do Belo é quem manda no dia a dia do Alvinegro da Estrela Vermelha, detém inteira confiança do mandatário da SAF e é o primeiro nome abaixo do chefe atualmente no clube.

Também pudera. Lisca já chegou com a chave da Maravilha, numa  busca um tanto desesperada por um homem de confiança por parte de Félix, mas o ambiente melhorou ainda mais para o treinador após ele entregar tudo o que o chefe queria: título, popularidade e um aproveitamento atual de 62%, após sete vitorias, cinco empates e duas derrotas em 14 jogos disputados.

Em campo, o Botafogo-PB melhorou com Lisca. Se tornou competitivo dentro do Campeonato Paraibano, o que era uma obrigação, venceu o estadual, e é uma equipe com chances reais de classificação na Copa do Nordeste. Além disso, iniciou bem a jornada mais importante do ano, na Série C.

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Tudo isso com o bônus da popularidade. Imposta pelos resultados, mas com um algo a mais. Como costumo a dizer nas rodas de conversa e programas esportivos, Lisca é uma máquina de carisma. Do mais alto nível. Falo de um dos agentes mais carismáticos de todo o futebol brasileiro. Um personagem que toda a margem do futebol ama: torcida e imprensa. O que muito agrada o estilo “instagranlizado” de Fillipe Félix.

Apesar disso, nem tudo são flores. No futebol profundo, nos bastidores, o ambiente é um pouco diferente. Mesmo entregando bons resultados e algumas boas performances no comando da equipe, o Botafogo-PB de Lisca teve que superar um dia a dia um pouco conturbado e a saída de funcionários do clube.

Não só saídas. Desligamentos seguidos de desabafos velados contra o treinador. Adotaram esse tom publicamente Ruy Cabeção (ex-coordenador de futebol), Michael Fracaro (ex-goleiro), Mauro Branco (ex-gerente de futebol) e Débora Oliveira (ex-nutricionista). Sem citar nomes. Mas com endereço certeiro.

Nenhum quis falar com o blog, mas o blog apurou que várias são as queixas deles com Lisca. E não só deles. Pessoas que seguem no clube se incomodam com o que chamam de dia a dia tenso, intranquilo, com vários pequenos incêndios para apagar, e algumas reuniões de cúpula e com o técnico para buscar assentar o clima do trabalho diário.

Apesar de tudo isso, Lisca vem conseguindo mobilizar o elenco. Que não sei bem ainda se joga pelo treinador ou pelo grupo mesmo, pelo clube, e seu grande objetivo de subir para a Série B. O fato é que o comandante tem grande ingerência nas decisões tanto dentro de campo quanto fora dele. E nas quatro linhas, Lisca, que tem muito e nada de doido, faz novamente o torcedor sonhar com o acesso.

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