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AMADORISMO

Pré-temporada do Treze é marcada por treinos em campos não-oficiais, buscas de última hora por local e críticas justas de Roberto Fernandes

Treze fez cerca de 50 sessões de treinos na pré-temporada, mas trabalhou apenas 10 vezes em campo oficial, incluindo os amistosos. Treinador não tem poupado críticas a essa realidade.
Treze, Roberto Fernandes
Daniel Vieira / Treze
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A pré-temporada do Treze tem sido marcada por imensas dificuldades. E nem sou eu quem estou dizendo. As críticas e reclamações são do próprio treinador, Roberto Fernandes. Técnico de perfil explosivo à beira do gramado e de muita sinceridade fora dele, o comandante do Galo já reclamou publicamente da diretoria alvinegra pelo menos duas vezes. Até porque ele sabe que o primeiro a derrubarem do barco em eventuais insucessos é ele.

— Em 2025, nós nos apresentamos no dia 24 de novembro, não é isso? 24 de novembro, até o último treinamento de dezembro, nós totalizamos 43 dias de treinamento. Em torno de mais ou menos 52 sessões de treino, dez treinos em campo oficial, incluindo os amistosos. Como é que você quer que no primeiro amistoso aberto o time esteja encaixado, coordenado e entrosado? E de lá para cá, o que é que muda? Quase nada — analisou Roberto Fernandes.

A verdade é que o Treze deu uma estrutura muito aquém do que esperava o treinador pernambucano. E, para ser bem preciso, entregou uma pré-temporada amadora. O que não cabe no futebol profissional. É claro que vale entender o contexto para que a análise seja rasa ao ponto de responsabilizar quem chegou agora.

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O presidente do Treze, João Paiva, foi eleito no fim de outubro de 2025. Recebeu um Treze com poucos recursos para o montar o elenco e sem o Estádio Presidente Vargas apto para receber treinamentos. Teve um mês para providenciar isso. Mas ajeitar o CT necessita de investimentos.

O fato é que a instituição Treze teve, desde a sua eliminação na Série D do ano passado, para o início da temporada, em 24 de novembro, quatro meses. O mínimo era entregar o seu espaço de treinamento apto para o início de uma temporada. Mas o legado da gestão de Artur Bolinha nesse sentido foi claramente ruim.

Outro que também chegou há pouco tempo foi Geraldo Filho, o executivo de futebol. Seria injusto imputar aos dois a responsabilidade da pré-temporada esculhambada entregue aos jogadores e comissão técnica. Diante da realidade posta, o blog apurou que o clube ainda tentou viabilizar, de última hora, alguns dias de trabalho em Afogados da Ingazeira, em Pernambuco, que fica a 265 km de Campina Grande. Mas não conseguiu a liberação do Estádio Vianão, que está passando por intervenções, por parte da administração municipal.

De acordo com o Treze, o PV deve ficar apto para treinamentos ainda durante o Campeonato Paraibano. Um Paraibano que é curto. E que não permite vacilos. Mas como entregar resultados com uma pré-temporada feita em campos não-oficiais? Roberto Fernandes, se tiver futuro no Galo, será um herói.

Em menos de dez dias o Galo da Borborema estreia pelo Campeonato Paraibano 2026. O clube encara o Serra Branca no dia 18 de janeiro, no Estádio Amigão, às 18h.

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