O clima que já foi de muita parceria entre a associação do Botafogo-PB, que é sócia minoritária da SAF, e a parte majoritária, comandada por Fillipe Félix — que na matéria vai ser chamada de SAF —, azedou com a proposta realizada pelo clube para que um concurso defina um escudo alternativo para o Belo. Após a divulgação do concurso, muitos membros do Conselho Deliberativo do Alvinegro da Estrela Vermelha responderam nas redes sociais do clube com total indignação.
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Internamente, no grupo de WhatsApp do Conselho Deliberativo, o assunto também foi bastante debatido. E imensamente criticado por conselheiros, desde os mais jovens até alguns mais antigos. Conselheiro histórico e ex-homem forte do departamento de futebol do Alvinegro da Estrela Vermelha, Breno Morais é um dos mais revoltados com a situação, segundo apurou o blog.
O coro é engrossado por conselheiros mais jovens, como o advogado Victor Lucena. Em geral, alguns membros do CD da associação estão incomodados com a forma adotada para escolher um escudo alternativo, sem um processo mais paciente, com diálogos com os antigos dirigentes e a torcida, e com uma formatação mais profissional da busca por uma nova marca. Outros mais antigos, no entanto, sequer aceitam a ideia de um escudo alternativo.
Internamente, pelo menos em debates no grupo, alguns conselheiros debatem a possibilidade até de judicializar a SAF no caso, o que ainda não foi definido como estratégia. Em uma postagem realizada neste domingo nas redes sociais, a associação retoma o tema e defende a tradição do escudo atual, mas sem mencionar a SAF.
A SAF do Belo tem uma estrutura societária em que 90% das ações é da Belo Holding, atualmente controlada inteiramente pelo empresário mineiro Fillipe Félix. Os outros 10% é do Botafogo Futebol Clube, a chamada associação. Mudanças de escudo e nome precisam, por lei, passar pelo Conselho Deliberativo da associação para serem aprovadas ou não.